{"id":9319,"date":"2025-01-08T15:56:06","date_gmt":"2025-01-08T18:56:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/?p=9319"},"modified":"2025-01-08T15:56:07","modified_gmt":"2025-01-08T18:56:07","slug":"cegueira-a-morte-da-visao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/cegueira-a-morte-da-visao\/","title":{"rendered":"Cegueira, a morte da vis\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"viewer-foo\"><em>Artigo de Rubens Belfort Jr. discute a perda da vis\u00e3o e como os marcadores da cegueira visual precisam ser explorados e adaptados \u00e0s diversas necessidades e situa\u00e7\u00f5es por meio da oftalmologia paliativa<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/337bc1_f069137a600947a28f11b6076450424b~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_740,h_274,al_c,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,enc_auto\/337bc1_f069137a600947a28f11b6076450424b~mv2.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-4g1oe194\">&#8220;Lidar com a morte \u2014 a pr\u00f3pria e a dos pacientes \u2014 \u00e9 uma quest\u00e3o que est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 necessidade da humaniza\u00e7\u00e3o da medicina, t\u00e3o relevante na atualidade&#8221;, diz o professor Rubens Belfort Jr. em artigo sobre uma das diversas mortes, &#8220;a perda da vis\u00e3o, considerada uma forma de morte pelos oftalmologistas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-tgaac1759\">O artigo, intitulado &#8220;A morte da vis\u00e3o: a cegueira&#8221;, foi publicado como um dos cap\u00edtulos no livro <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/a-medicina-da-pessoa-no-seculo-xxi9786558822318-p1051335\" rel=\"noreferrer noopener\"><em><u>A Medicina da Pessoa no S\u00e9culo XXI<\/u><\/em><\/a>, de J.J. Camargo, que acaba de ser lan\u00e7ado pela editora Artmed.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ti78p3470\">&#8220;Para o oftalmologista, a cegueira \u00e9 a morte; h\u00e1 dezenas de defini\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o desde a incapacidade de ler at\u00e9 a n\u00e3o percep\u00e7\u00e3o da luz. O cego com frequ\u00eancia n\u00e3o vive no escuro, mas mergulhado em cinzas de diferentes intensidades, na neblina total. A cegueira e o medo dela levam geralmente ao desespero. Os olhos, pela capacidade de comunica\u00e7\u00e3o, de fazer sentir, s\u00e3o muito relacionados \u00e0 morte. Frente a ela, com frequ\u00eancia o piscar diminui, tentando aproveitar o m\u00e1ximo de vis\u00e3o que resta, e as pupilas permanecem dilatadas, como que para deixar entrar toda a luz poss\u00edvel. Depois, os olhos com frequ\u00eancia n\u00e3o se fecham, permanecendo tristes e emba\u00e7ados. J\u00e1 a cegueira pode muitas vezes ser antevista pelo oftalmologista, e lidar com esta situa\u00e7\u00e3o com o paciente e com a fam\u00edlia sempre implica grande esfor\u00e7o, al\u00e9m de tempo&#8221;, diz Belfort Jr., professor titular do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo e um dos mais renomados oftalmologistas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-x0zlp3633\">&#8220;Por serem diferentes, os marcadores da cegueira visual precisam ser explorados e adaptados \u00e0s diversas necessidades e situa\u00e7\u00f5es por meio da oftalmologia paliativa, uma abordagem m\u00e9dica concentrada no cuidado e al\u00edvio dos sintomas relacionados \u00e0s doen\u00e7as terminais, para os quais n\u00e3o h\u00e1 possibilidade atual de recupera\u00e7\u00e3o. Nesta abordagem, o oftalmologista tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, n\u00e3o apenas encaminhando para a reabilita\u00e7\u00e3o, realizada por t\u00e9cnicos, mas participando tamb\u00e9m como integrante prim\u00e1rio do processo. Assim, na oftalmologia paliativa, se trabalha em conjunto com outros profissionais de sa\u00fade, e o oftalmologista continua sendo necess\u00e1rio para melhorar a qualidade de vida, proporcionando conforto f\u00edsico, emocional e espiritual aos pacientes e seus familiares. Se, por um lado, n\u00e3o se pode deixar de dar esperan\u00e7as, tamb\u00e9m n\u00e3o se deve transmitir falsidades, com procedimentos tentativos ou ruins n\u00e3o s\u00f3 para o paciente, mas para todos os envolvidos, com chances zero de melhora e que podem levar a olhos atr\u00f3ficos, dolorosos e esteticamente piores. Deve-se tomar cuidado com essa atitude n\u00e3o apenas na cl\u00ednica, pela mercantiliza\u00e7\u00e3o dos cuidados, mas tamb\u00e9m em ambientes universit\u00e1rios e de ensino, onde professores envaidecidos acabando passando uma impress\u00e3o de onipot\u00eancia aos alunos&#8221;, diz o artigo de Belfort Jr., que tamb\u00e9m integra o Conselho Curador da Funda\u00e7\u00e3o Conrado Wessel.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-u52mv69\">O autor destaca as melhorias tornadas poss\u00edveis pelas novas tecnologias aplicadas \u00e0 medicina, tanto na preven\u00e7\u00e3o como na cura de cegueiras ou na substitui\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o residual.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-6720y8551\">&#8220;Novas possiblidades surgiram, com telas de amplia\u00e7\u00e3o digital, sistemas de interpreta\u00e7\u00e3o de imagens e transmiss\u00f5es auditivas decodificadas. J\u00e1 h\u00e1 possibilidades de hologramas em que formas e express\u00f5es corporais ser\u00e3o montadas e palpadas, com recursos multissensoriais. talvez at\u00e9 com algoritmos que possam transformar e escamotear a realidade, substituindo a vis\u00e3o. \u00c9 um avan\u00e7o poss\u00edvel, mas em um futuro remoto pode ser que se adote a proje\u00e7\u00e3o de imagens e sons em \u00e1reas cerebrais e surjam novos patamares na comunica\u00e7\u00e3o, a partir dos quais os pr\u00f3prios olhos passem a ser menos necess\u00e1rios&#8221;, diz Belfort Jr.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-wvpbj9043\">O livro <em>A Medicina da Pessoa no S\u00e9culo XXI<\/em> tem por objetivo estimular o exerc\u00edcio de uma medicina mais humana e solid\u00e1ria, tendo a pessoa \u2013 e n\u00e3o apenas a doen\u00e7a \u2013 no centro do cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2gtoi12258\">Editado por J.J. Camargo com a valiosa contribui\u00e7\u00e3o de renomados profissionais brasileiros, a obra traz reflex\u00f5es sobre aspectos relacionados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de novos m\u00e9dicos; \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o do cuidado em geral, de crian\u00e7as e de idosos, em casos de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e oncol\u00f3gicas; \u00e0 sa\u00fade mental, \u00e0s nossas muitas mortes e \u00e0 atua\u00e7\u00e3o em cuidados paliativos e \u00e0 terminalidade. J.J. Camargo \u00e9 m\u00e9dico, escritor e palestrante ga\u00facho, pioneiro em transplante de pulm\u00e3o, tendo realizado o primeiro transplante de pulm\u00e3o no Brasil e da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2qaec9613\">Mais informa\u00e7\u00f5es: <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/a-medicina-da-pessoa-no-seculo-xxi9786558822318-p1051335\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>https:\/\/loja.grupoa.com.br\/a-medicina-da-pessoa-no-seculo-xxi9786558822318-p1051335<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-lj9nh10255\"><em>Foto: <\/em><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/\" rel=\"noreferrer noopener\"><em><u>Instituto da Vis\u00e3o (Ipepo)<\/u><\/em><\/a><em>&nbsp;&#8211; Projetos Amaz\u00f4nicos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Rubens Belfort Jr. discute a perda da vis\u00e3o e como os marcadores da cegueira visual precisam ser explorados e adaptados \u00e0s diversas necessidades e situa\u00e7\u00f5es por meio da oftalmologia paliativa &#8220;Lidar com a morte \u2014 a pr\u00f3pria e a dos pacientes \u2014 \u00e9 uma quest\u00e3o que est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 necessidade da humaniza\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":9322,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-9319","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9319"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9319\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9323,"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9319\/revisions\/9323"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9322"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodavisao.org.br\/area-do-paciente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}